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sexta-feira, 16 de outubro de 2026
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MPPI realiza operação para preservar acervo histórico em Campo Maior

MPPI realiza operação para preservar acervo histórico em Campo Maior
MPPI realiza operação para preservar acervo histórico em Campo Maior
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A 3ª Promotoria de Justiça de Campo Maior, com apoio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), realizou, na manhã desta quinta-feira (13), a Operação Guarda-Mór. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cinco endereços nos municípios de Teresina, Campo Maior e Sigefredo Pacheco.

A atuação do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) teve como objetivo localizar artefatos de valor histórico e cultural relacionados ao município de Campo Maior, à história do Piauí e à Batalha do Jenipapo, além de documentos pertencentes ao acervo judicial do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí.

Segundo o promotor de Justiça Maurício Gomes, titular da 3ª PJ de Campo Maior, parte desse material estava na posse de representantes de fundação privada e em potencial situação de abandono e perecimento, o que exigiu providências para assegurar a guarda, avaliação e preservação.

O promotor explicou ainda que entre os potenciais bens de valor histórico e cultural existem processos e livros de registros de compra e venda de pessoas escravizadas do Brasil Império. Foram realizadas tentativas de contato com a procuradora e presidente da fundação responsável pelo acervo. Diante da falta de acesso e da ausência de informações sobre a localização do material, foi necessária a adoção de uma medida de busca e apreensão.

A atuação do MPPI hoje teve como finalidade localizar e preservar os documentos e arquivos. Agora, o material deverá ser catalogado e analisado por técnicos do Departamento de História da Universidade Federal do Piauí (UFPI). A intenção é identificar e determinar o valor histórico e cultural dos documentos apreendidos.

A denominação da operação faz referência ao Guarda-Mór, oficial responsável pela guarda e conservação dos arquivos públicos, documentos reais e cartórios no Reino e nas colônias. A figura simboliza a proteção, a tutela institucional e o resgate da custódia oficial da memória documental.

O trabalho foi realizado em parceria com o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (Bepi), a Polícia Civil e historiadores do Núcleo de Pesquisa em História e Memória do Piauí, vinculado ao curso de História e à pós-graduação da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

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