A Secretaria de Segurança Pública do Piauí, em conjunto com a Polícia Civil e a Polícia Militar, iniciou nesta terça-feira (30) a 8ª fase de uma operação contra uma organização criminosa. A ação foi realizada simultaneamente no Piauí, Ceará e Rio de Janeiro, visando o cumprimento de 68 mandados judiciais.
A investigação, que teve início em 2024, identificou uma célula do grupo em Pedro II, ligada à liderança da comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, e a integrantes no Ceará. A operação mapeou a estrutura hierárquica da organização, com J.R.S.R., conhecido como “Carioca” ou “Canindé”, sendo apontado como o líder.
Em Pedro II, A.I.N.S. comandava o tráfico de drogas, enquanto D.U.N., conhecido como “Tapioca”, e A.G.G.S., vulgo “Negão”, oriundo do Ceará, atuavam como principais lideranças e executores. Os três foram presos e estão custodiados no sistema penitenciário do Piauí.
As fases anteriores da operação resultaram na elucidação de 13 homicídios atribuídos ao grupo e no cumprimento de mais de 42 mandados de prisão. Entre os crimes investigados estão os assassinatos de uma adolescente e de um homem encontrado enterrado na zona rural de Pedro II.
Nesta fase, o foco foi o núcleo financeiro da organização, responsável pela lavagem de dinheiro e ocultação de recursos do tráfico. A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados, totalizando mais de R$ 50 milhões.
O delegado Charles Pessoa ressaltou que a operação representa um avanço no combate às organizações criminosas, atingindo não apenas os executores, mas também o patrimônio que financia atividades ilícitas. A operação foi coordenada pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e contou com o apoio de diversas forças de segurança.