No programa Bom Dia Alepi, transmitido em 1º de julho de 2026, a saúde da mulher foi o foco da conversa entre a jornalista Juliana Arêa Leão e o obstetra Marizon Armstrong sobre a endometriose. Essa doença inflamatória crônica afeta cerca de 190 milhões de mulheres e meninas em todo o mundo, com aproximadamente 8 milhões no Brasil vivendo com a condição, muitas vezes sem um diagnóstico adequado.
Durante a entrevista, Armstrong explicou que a endometriose ocorre quando o endométrio, tecido que reveste o útero, se desenvolve fora da cavidade uterina, causando dores intensas e outras complicações. Ele destacou os principais sintomas, conhecidos como a “doença dos cinco Ds”: dor pélvica crônica, dismenorreia, dor ao evacuar, dor ao urinar e dificuldade para engravidar.
O médico alertou que a dor incapacitante durante os ciclos menstruais não deve ser considerada normal e é um sinal para que as mulheres busquem avaliação médica. Embora o fluxo menstrual intenso não indique necessariamente endometriose, pode estar relacionado à adenomiose, que pode ocorrer simultaneamente.
Armstrong também discutiu opções de tratamento, enfatizando que, apesar de não haver cura, a doença pode ser controlada com diagnóstico precoce, acompanhamento médico, medicamentos e mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável e exercícios físicos. Ele ressaltou a importância de políticas públicas para mulheres com endometriose e mencionou um projeto de lei visando ampliar a assistência e direitos das pacientes.
A entrevista destacou a necessidade de aumentar a conscientização sobre a endometriose, combater a normalização da dor menstrual intensa e incentivar o diagnóstico precoce, fundamental para a qualidade de vida e saúde reprodutiva feminina.
