Uma pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Ciências e Saúde (PPGCS) da Universidade Federal do Piauí (UFPI) destacou os impactos do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) no Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2015 e 2025. A dissertação de mestrado de Nathany Uchôa, orientada pelo professor Maurício Paes Landim, foi defendida em agosto de 2026.
A pesquisa avaliou as internações por IAM, considerando fatores como sexo, faixa etária, região de atendimento, mortalidade hospitalar, tempo médio de permanência e custos. Nathany Uchôa ressaltou a importância do IAM na assistência hospitalar e sua relevância para os serviços de urgência e emergência.
Inicialmente focada apenas nas internações, a pesquisa foi ampliada para incluir indicadores como mortalidade e custos, permitindo uma compreensão mais abrangente do problema. A análise foi baseada em dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS).
Os resultados indicaram 1.549.910 internações por IAM no Brasil, com um aumento de 85,19% no período analisado, sendo a região Sudeste a mais afetada. A pesquisa também observou uma predominância de internações entre homens e pessoas de 60 a 69 anos.
Embora o número de óbitos tenha aumentado, a taxa de mortalidade hospitalar e o tempo médio de permanência diminuíram, sugerindo melhorias na assistência. No entanto, os custos hospitalares superaram R$ 1 bilhão, evidenciando o impacto econômico da doença no SUS.
A pesquisa concluiu que o IAM continua a ser um desafio para a saúde pública no Brasil, destacando a necessidade de fortalecer ações de prevenção cardiovascular e ampliar o acesso ao diagnóstico.
