sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Postado emPiauí, Vida e Saúde

Estudo da UFPI analisa impactos do infarto agudo do miocárdio no SUS

Estudo da UFPI analisa impactos do infarto agudo do miocárdio no SUS
Estudo da UFPI analisa impactos do infarto agudo do miocárdio no SUS
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Uma pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Ciências e Saúde (PPGCS) da Universidade Federal do Piauí (UFPI) destacou os impactos do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) no Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2015 e 2025. A dissertação de mestrado de Nathany Uchôa, orientada pelo professor Maurício Paes Landim, foi defendida em agosto de 2026.

A pesquisa avaliou as internações por IAM, considerando fatores como sexo, faixa etária, região de atendimento, mortalidade hospitalar, tempo médio de permanência e custos. Nathany Uchôa ressaltou a importância do IAM na assistência hospitalar e sua relevância para os serviços de urgência e emergência.

Inicialmente focada apenas nas internações, a pesquisa foi ampliada para incluir indicadores como mortalidade e custos, permitindo uma compreensão mais abrangente do problema. A análise foi baseada em dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS).

Os resultados indicaram 1.549.910 internações por IAM no Brasil, com um aumento de 85,19% no período analisado, sendo a região Sudeste a mais afetada. A pesquisa também observou uma predominância de internações entre homens e pessoas de 60 a 69 anos.

Embora o número de óbitos tenha aumentado, a taxa de mortalidade hospitalar e o tempo médio de permanência diminuíram, sugerindo melhorias na assistência. No entanto, os custos hospitalares superaram R$ 1 bilhão, evidenciando o impacto econômico da doença no SUS.

A pesquisa concluiu que o IAM continua a ser um desafio para a saúde pública no Brasil, destacando a necessidade de fortalecer ações de prevenção cardiovascular e ampliar o acesso ao diagnóstico.

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