No dia 5 de setembro, o município de São Raimundo Nonato, na Serra da Capivara, sediou o II FORMMAPI – Fórum para Redução da Mortalidade Materna no Piauí. O evento, realizado no Auditório da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), reuniu pesquisadores, gestores e profissionais da saúde para discutir estratégias de enfrentamento à mortalidade materna e melhorar a assistência à saúde da mulher.
A iniciativa é uma continuidade do I Seminário de Evidências de Políticas para a Saúde da Mulher, com foco em fortalecer as equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e ampliar o uso de evidências na formulação de políticas públicas, visando reduzir os óbitos maternos, fetais, neonatais e infantis.
Dados apresentados durante o evento indicam que a mortalidade materna continua sendo um grave problema de saúde pública. Em 2025, a razão de mortalidade materna no Piauí foi de 54,4 óbitos por 100 mil nascidos vivos, um indicador que faz parte das metas de desenvolvimento sustentável e das políticas estaduais de saúde.
A professora Lis Marinho, organizadora do evento, ressaltou a importância da colaboração entre pesquisadores e gestores. “O II FORMMAPI foi realizado com o apoio da Prefeitura de São Raimundo Nonato e outros municípios da região, e contou com palestras e atividades de grupo para avaliação dos óbitos”, explicou.
O fórum incluiu discussões sobre os indicadores de saúde, a Plataforma Piauí Primeira Infância e os determinantes ecossociais da mortalidade materna. Especialistas de instituições como a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SESAPI) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) participaram das discussões.
Além disso, o evento também analisou os 20 anos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM), promovendo trabalho em grupos para a análise dos óbitos e uma reunião da Câmara de Redução da Mortalidade do Território da Serra da Capivara.
Por fim, Lis Marinho destacou a relevância do conhecimento científico na formulação de políticas públicas de saúde. “O evento reforçou a importância da produção e utilização do conhecimento científico na tomada de decisões e no planejamento das ações de saúde”, concluiu.