A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) realizou uma audiência pública nesta quinta-feira (3) para debater a atuação de profissionais da Educação Física, que enfrentam impedimentos devido à atualização do currículo acadêmico. O encontro, realizado no Plenarinho Prado Júnior, abordou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Conselho Regional de Educação Física (CREF-PI) e o Ministério Público Federal no Piauí (MPF-PI), que atualmente permite a atuação de profissionais formados entre 2007 e 2017.
O presidente da Associação dos Profissionais de Educação Física (APEF), Demóstenes Ribeiro, criticou a ausência do CREF-PI na audiência, questionando: “O CREF, nosso conselho de educação física, onde está? Para fiscalizar e punir ele é eficiente, mas para defender, orientar e buscar soluções para a categoria, onde ele está?”
Rodrigo Alves Andrade, representante do Movimento Direito ao Pleno, também criticou a falta de diálogo entre a Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e a Universidade Federal do Piauí (UFPI) com os profissionais. “Essas instituições públicas precisam nos responder, queremos que essa Casa solicite informações a elas”, afirmou.
A pró-reitora adjunta da UESPI, Roselis Ribeiro Barbosa Machado, se colocou à disposição para buscar soluções e agendar uma reunião com todas as partes envolvidas. “Estamos à disposição dos nossos egressos”, disse.
O deputado Dr. Marcus Vinícius Kalume (PT), que propôs a audiência, destacou a importância do debate para garantir um serviço de qualidade à população. “Nosso objetivo é criar pontes e não muros”, afirmou.
Manoel de Castro, da APEF, lembrou da lei federal 14.386/2022, que assegura a permanência dos profissionais em seus postos de trabalho. Ele criticou a falta de representantes do CREF na audiência e a não apresentação de documentos que poderiam garantir a atuação dos profissionais formados entre 2007 e 2017.
A professora Alana Lopes relatou sua experiência, mencionando que, apesar de ter se formado e trabalhado na área, enfrenta dificuldades burocráticas que a impedem de atuar. “Depois que eu já fui qualificada, eu poderia estar pagando uma pós-graduação, e me foi tirado esse direito no início do ano”, lamentou.