Pesquisadores da Universidade Federal do Piauí (UFPI) desenvolveram um sensor portátil para análise de fitoquímicos na soja, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O dispositivo é capaz de detectar e quantificar moléculas bioativas, como isoflavonas e proteínas, essenciais para a qualidade nutricional da soja. Sua portabilidade permite que produtores e técnicos realizem análises diretamente no campo, economizando tempo e recursos.
O sensor utiliza nanotecnologia e é composto por um potenciostato portátil e um eletrodo específico. Ele gera picos de corrente que correspondem a compostos bioativos, permitindo uma quantificação precisa. As isoflavonas, por exemplo, são conhecidas por seus benefícios à saúde, especialmente em relação à menopausa e à prevenção de câncer.
Com o aumento da demanda por produtos naturais, o mercado de isoflavonas tem crescido, e o Brasil, embora ainda em desenvolvimento nesse setor, apresenta potencial significativo. O sensor ajudará os agricultores a direcionar a produção de soja para atender a essas novas demandas.
O projeto, supervisionado pelos professores doutores Lívio César e Carla Eiras, já validou o sensor em análises preliminares e busca ampliar seu uso para diferentes tipos de soja. A FAPEPI e o CNPq têm sido fundamentais no suporte financeiro e na formação de jovens doutores, reforçando o compromisso com a pesquisa e inovação no estado.
