A polarização política tem ultrapassado o debate democrático, invadindo redes sociais e afetando relações pessoais, segundo a psicóloga Wendy Salazar em entrevista ao programa Bom Dia Alepi, nesta quinta‑feira (22).
Na conversa conduzida pela jornalista Juliana Arêa Leão, Salazar analisou o clima eleitoral e seus reflexos na saúde mental, destacando a necessidade de reconhecer quando a paixão política se transforma em conflito emocional.
A profissional explicou que o termo “psicose política”, embora popular, não consta nos manuais de transtornos mentais e, portanto, não representa um diagnóstico clínico.
Ela alertou que a intensidade das discussões pode revelar dificuldades de regulação emocional, levando alguns a impor opiniões, insistir em convencer os outros e gerar atritos frequentes, o que compromete a convivência e os vínculos afetivos.
Para prevenir esses efeitos, a psicóloga recomenda buscar apoio em serviços de saúde mental, como centros de atenção psicossocial (CAPS) ou psicólogos, e praticar estratégias de autocuidado e diálogo respeitoso.
